AQUELE QUERIDO MÊS DE AGOSTO ESTREIA HOJE EM FRANÇA COM O APLAUSO DA CRÍTICA 17.06.2009

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“Atenção, objecto não identificado, de conteúdo altamente poético e popular”. É desta forma que tem início o artigo que o Le Monde dedica ao filme AQUELE QUERIDO MÊS DE AGOSTO, que hoje estreia em França, nas cidades de Paris, Caen, Grenoble, Lyon, Tour, Nantes, Angoulême, Bordeaux, Marselha, Nancy e St. Ouen l’Aumône.

O mesmo diário diz ainda que a “infiltração permanente de registos, a combustão lenta dos grandes motivos que atravessam o díptico, a mistura carnavalesca de humores e sentimentos, o desejo de reencontrar a crença na ressurreição estival de uma cultura popular esquecida, fazem de AQUELE QUERIDO MÊS DE AGOSTO um filme discretamente revolucionário”.

Mas o Le Monde não está sozinho neste coro de elogios que praticamente toda a crítica especializada tece à segunda longa-metragem do português Miguel Gomes.
O jornal Libération, por exemplo, para além de uma chamada à capa, dedica-lhe ainda três páginas, onde se inclui uma entrevista com o realizador, e o crítico residente, Philippe Azoury, diz que o filme “se assemelha ao doce caos de um baile de 15 de Agosto”. Nos Cahiers du Cinema pode também ler-se um longo artigo de Cyril Neyrat que observa que “AQUELE QUERIDO MÊS DE AGOSTO começa, portanto, como a comédia de um acidente de produção e de uma crise de argumento, que se transforma na possibilidade de libertação de um cinema que descobre, assim, um outro regime narrativo, e acede ao reino solar das correspondências”. Já a revista Les Inrockuptibles, refere-se às suas “rupturas invisíveis e virtuosismo discreto” e o L’Humanité chama-lhe “um filme raro”.

Recorde-se que o lançamento do filme em França assinala o arranque de outras estreias internacionais já confirmadas: Brasil, Espanha, Argentina, Paraguai e Chile.

Uma co-produção O Som e a Fúria e Shellac Sud, AQUELE QUERIDO MÊS DE AGOSTO é um filme sobre o que significa viver no coração de Portugal. Simultaneamente uma colectânea de canções e uma compilação de ambiências próprias de Agosto, o mês em que a Beira Serra renasce para os encontros e as festas. Demonstração de fulgor que Miguel Gomes retrata através da simbiose dos géneros documentário e ficção.